História da Rede de Saúde Mental ALAMES

Em agosto de 2019, um grupo de profissionais venezuelanos, inspirados na Declaração de Caracas de 1990 e em sua luta pelo direito à saúde mental, promoveu a criação de uma iniciativa regional. Isso deu origem ao Grupo Latino-Americano de Saúde Mental Coletiva e Bem Viver, formado por participantes de nove países: México, República Dominicana, Venezuela, Colômbia, Brasil, Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai.
O objetivo principal deste grupo foi estabelecer um espaço de reflexão crítica sobre saúde mental, integrando o pensamento da Medicina Social e o paradigma do Bem Viver. Desde o início, propuseram desenvolver atividades de capacitação em nível latino-americano, bem como promover o intercâmbio de informações e experiências em Saúde Mental Coletiva entre os países da região. Para isso, lançaram um Curso Básico de Saúde Mental Coletiva e Bem Viver, abriram canais nas redes sociais (Facebook, WhatsApp, e-mail, YouTube) e organizaram conversas regionais e encontros virtuais mensais.
Crescimento e consolidação da rede
Apesar da pandemia de COVID-19, o grupo manteve suas atividades ininterruptas. Em
Desde então, a Rede continuou seu trabalho, oferecendo quatro cursos de saúde mental que alcançaram quase 2000 participantes de 11 países. Além disso, eles continuam a organizar conversas virtuais mensais e outras atividades nos níveis regional e local.
Princípios Fundadores e Estrutura
A Rede se define como uma organização comprometida com o pensamento crítico em Saúde Mental, com a defesa do direito à saúde mental e com perfil anticapitalista. Diante da atual crise civilizacional, eles propõem o
Em julho de 2023, realizaram seu II Congresso da Rede em Buenos Aires, Argentina, como parte das atividades anteriores ao XVII Congresso de Medicina Social e Saúde Coletiva (ALAMES). Neste congresso, eles receberam uma Declaração de Princípios, Estatutos e uma estrutura organizacional que inclui:
- Assembleia Geral: O mais alto órgão de decisão, composto por todos os membros registrados nos capítulos nacionais. Reúne-se a cada dois anos ou conforme necessário.
- Coordenação Geral da América Latina: Composto por um titular e um suplente de cada país membro, com o poder de criar um Comitê Executivo ou Comissões de Trabalho.
- Conselho Consultivo: É formado por um grupo de pessoas com méritos e experiência, nomeadas pelos capítulos nacionais ou pela Coordenação Geral.
- Capítulos Nacionais: Cada país decide sua própria organização, que pode ser assumida por um grupo com o mesmo nome da Rede ou por organizações existentes.
Coordenação Geral da Rede (Provisória)
A Coordenação Geral provisória é composta por representantes de vários países da região, garantindo uma liderança inclusiva e participativa. A repartição por país é a seguinte:
- Uruguai: Débora Gribov
- Paraguai: Claudia Fernández (Diretora) e Agustín Barúa (Suplente)
- Chile: Victoria Cáceres (Diretora) e Dariel Jara (Suplente)
- Argentina: Natalia González (Diretora) e Carla Guirado (Suplente)
- Brasil: Maisa Melara (Diretora) e María Cañon (Suplente)
- Colômbia: Hugo Galvis (Diretor) e Zulma Urrego (Suplente)
- Venezuela: José León Uzcátegui (Diretor) e Rosa Goldcheidt (Suplente)
- República Dominicana: César Castellanos (Diretor) e Wendy Alba (Suplente)
- México: Víctor Lizama
- Peru: Ángel Sánchez Romo (Diretor) e Yamile Rengifo Bernaola (Suplente)
- Bolívia: Humberto Barrios (Diretor) e Vivi Camacho (Suplente)
- Equador: María Fernanda Andrade
Conselho Consultivo / Consultivo
O Conselho Consultivo / Consultivo é composto por personalidades destacadas com vasta experiência e méritos no campo da saúde mental coletiva e da medicina social. Seu conhecimento e experiência são essenciais para orientar as ações e o desenvolvimento da Rede. Alguns de seus membros são:
- Alicia Stolkiner
- Paulo Amarante
- Ana Pitta
- Leandro Luciani
- Pedro Alcalá
- Débora Tajer
- Arturo Campaña
- Outros profissionais relevantes
Este órgão consultivo desempenha um papel crucial na consolidação do pensamento crítico e das estratégias de ação da Rede.

