{"id":1462,"date":"2021-11-17T02:46:20","date_gmt":"2021-11-17T05:46:20","guid":{"rendered":"https:\/\/alames.org\/conferencia-de-abertura-xvi-congresso-alames-stolkiner\/"},"modified":"2024-09-25T19:50:02","modified_gmt":"2024-09-25T22:50:02","slug":"conferencia-de-abertura-xvi-congresso-alames-stolkiner","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alames.org\/pt-br\/conferencia-de-abertura-xvi-congresso-alames-stolkiner\/","title":{"rendered":"Confer\u00eancia de Abertura XVI Congresso ALAMES Stolkiner"},"content":{"rendered":"<p><iframe title=\"Conferencia Apertura XVI Congreso ALAMES Stolkiner\" width=\"1200\" height=\"675\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_nkZAFtsoD0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" data-load-mode=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Exposi\u00e7\u00e3o de Abertura da ALAMES<\/strong><\/p>\n<p><strong>Alicia I. Stolkiner<\/strong><\/p>\n<p>Em nome da Coordena\u00e7\u00e3o da ALAMES, gostaria de saudar de forma fraterna e solid\u00e1ria aqueles que est\u00e3o conosco neste Congresso e agradecer profundamente o esfor\u00e7o feito pelos companheiros da Rep\u00fablica Dominicana para que possamos nos encontrar pessoalmente ou virtualmente em uma circunst\u00e2ncia t\u00e3o dram\u00e1tica e complexa como a situa\u00e7\u00e3o global da pandemia COVID 19. Mais do que nunca, hoje, devemos fortalecer a ALAMES, essa corrente de produ\u00e7\u00e3o de pensamento e a\u00e7\u00e3o, essa rede de organicidade flex\u00edvel que tem sido uma influ\u00eancia real e efetiva no campo da sa\u00fade nos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e que deve continuar em concerta\u00e7\u00e3o e articula\u00e7\u00e3o com movimentos e for\u00e7as que colocam como eixo central a defesa da vida e dos direitos efetivos de todas as pessoas e da natureza.<\/p>\n<p>A Pandemia foi o evento catal\u00edtico que precipitou catastr\u00f3pica o desequil\u00edbrio de um sistema que j\u00e1 estava em um n\u00edvel muito alto de instabilidade, refiro-me \u00e0 economia mundial capitalista como ela havia acelerado em sua voracidade desde a crise dos anos 70 do s\u00e9culo passado, com a passagem da l\u00f3gica dos estados de bem-estar social para o modelo neoliberal, aprofundando a financeiriza\u00e7\u00e3o e convergindo com a queda do bloco socialista e, portanto, do mundo bipolar e da distribui\u00e7\u00e3o geopol\u00edtica acordada no final da Segunda Grande Guerra.<br \/>\nNa convic\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o havia mais &#8220;um fantasma assombrando o mundo&#8221;, o capital afetou o trabalho e, portanto, a pr\u00f3pria vida.<br \/>\nA mercantiliza\u00e7\u00e3o avan\u00e7ou em todas as esferas da exist\u00eancia humana, incluindo sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As pol\u00edticas sociais desenvolvidas no p\u00f3s-guerra, produto de lutas e mobiliza\u00e7\u00f5es, e tamb\u00e9m da necessidade de manter a governabilidade capitalista diante da possibilidade de processos revolucion\u00e1rios, tornaram-se um capital aspirado para investimento financeiro e lucro.<br \/>\nLembremos o t\u00edtulo do documento orientador do Banco Mundial para as reformas neoliberais na Am\u00e9rica Latina: &#8220;Investir em Sa\u00fade&#8221;.<\/p>\n<p>Este pode ser um corte tempor\u00e1rio de m\u00e9dia ou curta dura\u00e7\u00e3o, porque talvez a longa dura\u00e7\u00e3o deva ser estendida \u00e0 invas\u00e3o colonial da Am\u00e9rica, \u00e0 institucionaliza\u00e7\u00e3o do sequestro para o com\u00e9rcio humano na \u00c1frica (aqueles milh\u00f5es traficados como escravos que geraram o capital que, por sua vez, impulsionou a revolu\u00e7\u00e3o industrial). A subjuga\u00e7\u00e3o do Oriente. Um processo que construiu tamb\u00e9m a subalterniza\u00e7\u00e3o ou invisibiliza\u00e7\u00e3o de culturas, etnias, g\u00eaneros e diversas diversidades, inclusive os despossu\u00eddos, com os quais conseguiu produzir, em suma, uma alteridade cuja vida e morte est\u00e3o subordinadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e concentra\u00e7\u00e3o de riqueza. Essa exig\u00eancia subjetiva, de que haja vidas que, como diria Judith Butler, n\u00e3o mere\u00e7am ser lamentadas ou lamentadas, e o desprezo por elas, \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o subjetiva indispens\u00e1vel para a sustentabilidade do projeto. \u00c9 por isso que, quando ocorreu a crise da d\u00edvida na Gr\u00e9cia, Portugal, Espanha e It\u00e1lia, ele os chamou com a sigla PIGS, que em ingl\u00eas significa &#8220;porcos&#8221;.<\/p>\n<p>Entre essas vidas subordinadas estava o lugar atribu\u00eddo a mulheres e crian\u00e7as. O modelo patriarcal pr\u00e9-existente foi incorporado como ferramenta de explora\u00e7\u00e3o do trabalho feminino invis\u00edvel, visando aumentar a lucratividade, sem custo salarial, de uma parte do trabalho global de produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o da sociedade. Mas tamb\u00e9m, dentro desse n\u00facleo que \u00e9 a fam\u00edlia, serviu como ferramenta de reprodu\u00e7\u00e3o e naturaliza\u00e7\u00e3o na pr\u00f3pria produ\u00e7\u00e3o subjetiva, da transforma\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a em desigualdade e da desigualdade em justificativa de explora\u00e7\u00e3o ou destrui\u00e7\u00e3o, e tamb\u00e9m fundou um modelo de princ\u00edpio de autoridade extens\u00edvel ao social que por sua vez o sustentou.<\/p>\n<p>A ideia moderna original, de direitos pol\u00edticos e civis individuais, construiu exce\u00e7\u00f5es em seu nascimento. Aqueles que enunciaram tais direitos o fizeram \u00e0 sua pr\u00f3pria imagem e ficaram de fora deles os povos colonizados, as mulheres e as diversidades sexuais, as crian\u00e7as, os loucos e, em geral, os n\u00e3o propriet\u00e1rios, bem como aqueles que nesses mesmos pa\u00edses falharam na competi\u00e7\u00e3o para vender seu \u00fanico bem: sua for\u00e7a de trabalho, ou seja, a vida.<\/p>\n<p>Estamos falando sobre o nascimento da modernidade ocidental e sua expans\u00e3o universalizante colonial. Com esse pacote veio um modelo de desenvolvimento tecnol\u00f3gico &#8211; que hoje est\u00e1 passando por uma nova revolu\u00e7\u00e3o, equivalente ou talvez mais definidora do que foi a revolu\u00e7\u00e3o industrial &#8211; e com ele veio a considera\u00e7\u00e3o da natureza, a m\u00e3e terra com todos os seus recursos e propriedades, como um recurso explor\u00e1vel.<br \/>\nO Ocidente construiu uma cultura matricida cuja met\u00e1fora mais recente \u00e9 ter assassinado a democracia no pa\u00eds onde nasceu, a Gr\u00e9cia.<br \/>\nE ter feito isso financeiramente, por meio da d\u00edvida p\u00fablica, \u00e9 um s\u00edmbolo crucial.<\/p>\n<p>Mas voltemos ao presente. Enquanto milh\u00f5es de pessoas morrem, adoecem ou afundam na precariedade, os degradados cultistas da &#8220;destrui\u00e7\u00e3o criativa&#8221; inerente ao desenvolvimento capitalista celebram os incr\u00edveis lucros que para alguns produziram esta pandemia que ceifou milh\u00f5es de vidas e mergulhou outros no desamparo.<\/p>\n<p>De acordo com a OIT, cerca de 400 milh\u00f5es de empregos foram perdidos globalmente, e os mais afetados foram as mulheres.<br \/>\nA perda na Am\u00e9rica Latina j\u00e1 era, no final de 2020, de 26 milh\u00f5es de empregos.<\/p>\n<p>Enquanto isso, a revista Forbes informou que foi um ano de lucros recordes para os mais ricos do mundo, com um aumento de riqueza de US$ 5 trilh\u00f5es e um n\u00famero sem precedentes de novos bilion\u00e1rios. Aqueles que, no entanto, ainda resistem a uma pequena perda desses ganhos monumentais para o bem do todo. A c\u00fapula do meio ambiente tamb\u00e9m mostrou a gan\u00e2ncia suicida dos pa\u00edses ricos, que, sendo os principais culpados da cat\u00e1strofe clim\u00e1tica e ambiental, tentam fazer com que os maiores sacrif\u00edcios recaiam sobre os pa\u00edses pobres e endividados para amortecer o aquecimento global.<\/p>\n<p>Enquanto isso, a d\u00edvida dos pa\u00edses mais pobres est\u00e1 disparando, cuja sustentabilidade, segundo um documento do Banco Mundial, \u00e9 dif\u00edcil de avaliar e dificulta, nas palavras do Banco Mundial, &#8220;uma recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica duradoura&#8221;, embora a verdadeira preocupa\u00e7\u00e3o seja que n\u00e3o haja informa\u00e7\u00f5es confi\u00e1veis sobre se eles ser\u00e3o capazes de pag\u00e1-la.<\/p>\n<p>Soma-se a isso o aumento astron\u00f4mico do valor dos alimentos em todo o mundo, pressagiando um aumento da fome. O \u00edndice de pre\u00e7os da FAO disparou em setembro para seu n\u00edvel mais alto em uma d\u00e9cada, de acordo com dados divulgados na quinta-feira pela ag\u00eancia da ONU para assuntos agr\u00edcolas. O indicador, que replica o pre\u00e7o dos alimentos mais consumidos no mundo, subiu 1,2% em rela\u00e7\u00e3o a agosto e quase 33% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano passado, quando a pandemia ainda grassava.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que a pandemia e seu tr\u00e1gico desenvolvimento n\u00e3o s\u00e3o fruto do acaso, ou mesmo do chamado acaso culp\u00e1vel, mas do pr\u00f3prio curso da economia mundial hegemonizada pelas burguesias financeiras e sua capacidade de destrui\u00e7\u00e3o necropol\u00edtica. Nada mais demonstra a gest\u00e3o da crise sanit\u00e1ria nos pa\u00edses de vanguarda e em v\u00e1rios dos chamados pa\u00edses emergentes, confrontados com sistemas de sa\u00fade dominados pelo complexo m\u00e9dico, industrial e financeiro, que colocou o dispositivo biopol\u00edtico da sa\u00fade humana ao servi\u00e7o da acumula\u00e7\u00e3o de capital e da concentra\u00e7\u00e3o de lucros. E nada mais mostra a luta corporativa, de mercado e pol\u00edtica que produziu uma distribui\u00e7\u00e3o desigual e suicida de vacinas.<\/p>\n<p>Totalmente desmascarados, aqueles que clamavam pela democracia e pela rep\u00fablica enquanto financiavam ditaduras, hoje come\u00e7am a insultar a pol\u00edtica e a tentar esvaziar processos democr\u00e1ticos efetivos usando a concentra\u00e7\u00e3o das corpora\u00e7\u00f5es midi\u00e1ticas, as press\u00f5es econ\u00f4micas, a justi\u00e7a colocada a servi\u00e7o de golpes suaves e, quando necess\u00e1rio, a viol\u00eancia mais crua. Vimos tudo isto acontecer com extrema velocidade nos nossos pa\u00edses. H\u00e1 tamb\u00e9m o surgimento de correntes e movimentos abertamente de direita que, nas palavras do fil\u00f3sofo chin\u00eas Yuk Hui, &#8220;s\u00e3o fundamentalmente express\u00f5es de ang\u00fastia pelo fato de que o Ocidente \u00e9 incapaz de superar a atual fase da globaliza\u00e7\u00e3o, mantendo o privil\u00e9gio de que desfrutou nos \u00faltimos s\u00e9culos&#8221;.<\/p>\n<p>No entanto, boas not\u00edcias: o s\u00e9culo XXI come\u00e7a a ser apontado como o da globaliza\u00e7\u00e3o dos protestos. Devo lembrar que em meu pa\u00eds, a Argentina, um levante popular culminou na d\u00e9cada de reformas neoliberais mais dram\u00e1ticas em 2001, iniciando uma d\u00e9cada de desalavancagem dramaticamente revertida no retorno da proposta neoliberal extrema. A massividade do movimento de mulheres e os direitos das diversidades de g\u00eanero tamb\u00e9m alcan\u00e7aram leis e mudan\u00e7as que s\u00e3o instrumento de uma luta que continua, e celebremos que o feminismo latino-americano est\u00e1 criando redes de solidariedade com todas as lutas dos movimentos emancipat\u00f3rios, ao contr\u00e1rio de outras correntes onde se constroem demandas excludentes.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, mais recentemente, os povos do Chile, Col\u00f4mbia, Equador, Haiti, lideraram movimentos de protesto. A juventude chilena desferiu um duro golpe nas classes dominantes de um pa\u00eds que se mostrou o sucesso do neoliberalismo na regi\u00e3o, o t\u00edpico sucesso macroecon\u00f4mico constru\u00eddo \u00e0s custas das condi\u00e7\u00f5es de vida e trabalho da grande maioria de seu povo. \u00c9 por isso que aquele belo slogan que a juventude chilena mobilizada pegou: &#8220;At\u00e9 que valha a pena viver&#8221;, nos toca profundamente.<\/p>\n<p>Mas esses movimentos s\u00e3o assediados pela insidiosidade e manipula\u00e7\u00e3o promovida e financiada pelo imp\u00e9rio, que promove a fragmenta\u00e7\u00e3o baseada em diferen\u00e7as ou diversidades que mascaram a comunalidade do caminho no momento. H\u00e1 at\u00e9 atores que, participando do discurso ou das demandas de alguns dos coletivos subalternos, o utilizam para gerar ruptura entre ou com outras for\u00e7as, de modo que no final a luta se enfraquece e se privilegia a direita mais grosseira.<\/p>\n<p>No acelerado reordenamento geopol\u00edtico global que se assemelha muito \u00e0 guerra, \u00e9 essencial, se quisermos evitar ser atacados, voltar a um caminho de liga\u00e7\u00e3o entre as na\u00e7\u00f5es, como o que uma vez conseguiu em 2015 \u2013 parece que h\u00e1 muito tempo \u2013 rejeitar a proposta da ALCA e institucionalizar a UNASUL, t\u00e3o diferente em sua orienta\u00e7\u00e3o da OEA que rapidamente aprovou golpes duros e suaves.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que precisamos de termos amplos de unidade de ac\u00e7\u00e3o. A constitui\u00e7\u00e3o org\u00e2nica de coaliz\u00f5es de for\u00e7as sociais, sindicais e pol\u00edticas cujo n\u00facleo comum \u00e9 a conquista e defesa de demandas por vida, prazer, trabalho e desdobramento de criatividade indispens\u00e1vel.<br \/>\nCoaliz\u00f5es sustentadas por corpos em movimento que lhe conferem materialidade e produzem novas linguagens, novas est\u00e9ticas e novos significados. A Am\u00e9rica Latina \u00e9 povoada por descendentes daqueles que sobreviveram a dores profundas, de povos nativos subjugados e abolidos, de milh\u00f5es de escravos que cruzaram o mar acorrentados, como descreve o poeta cubano, daqueles que fogem das guerras, da fome, da persegui\u00e7\u00e3o e da pobreza. Mas tamb\u00e9m por causa dos herdeiros simb\u00f3licos dos conquistadores, que se olham na metr\u00f3pole e constru\u00edram o imagin\u00e1rio de que somos o Ocidente. Esta comunidade de na\u00e7\u00f5es diversas, com ra\u00edzes e dores comuns, deve lutar para n\u00e3o ser submetida ao destino que lhe foi atribu\u00eddo por aqueles que defendem a acumula\u00e7\u00e3o indefinida: um espa\u00e7o de expropria\u00e7\u00e3o e pilhagem.<br \/>\nN\u00e3o podemos nos fragmentar internamente diante de tal risco. J\u00e1 o fizeram conosco, por exemplo, quando o Paraguai amea\u00e7ou a hegemonia t\u00eaxtil da Inglaterra, que promoveu a infame Guerra da Tr\u00edplice Alian\u00e7a que esmagou esse crescimento. E eu poderia dar outros exemplos.<br \/>\nAssim como promoveram o confronto entre os pa\u00edses, agora o promovem dentro deles e at\u00e9 mesmo dentro dos movimentos emancipat\u00f3rios.<br \/>\nN\u00c3O vamos ceder a isso.<\/p>\n<p>E aqui estamos, ALAMES, uma organiza\u00e7\u00e3o que se prop\u00f5e a fazer parte dessa mar\u00e9 emancipat\u00f3ria no campo da sa\u00fade, ou seja, da vida.<br \/>\nPassamos por diferentes momentos, fomos incorporando discursos, atores e lutas, temos uma responsabilidade e um desafio pela frente, assim como a alegria de fazer parte de um coletivo que sobreviveu a d\u00e9cadas, inserido no pensamento e na gest\u00e3o das a\u00e7\u00f5es em sa\u00fade, produzido academicamente e participado politicamente, sem depender de uma fonte de financiamento que estabele\u00e7a condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A ALAMES sempre foi uma tarefa militante, em defesa do direito \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 vida. Bem-vindo, em nome dessa coordena\u00e7\u00e3o que assumiu sem saber que ter\u00edamos o evento mundial de sa\u00fade que marcar\u00e1 o s\u00e9culo.<\/p>\n<p>Bem-vindo \u00e0s novas e necess\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Exposi\u00e7\u00e3o de Abertura da ALAMES Alicia I. Stolkiner Em nome da Coordena\u00e7\u00e3o da ALAMES, gostaria de saudar de forma fraterna e solid\u00e1ria aqueles que est\u00e3o conosco neste Congresso e agradecer profundamente o esfor\u00e7o feito pelos companheiros da Rep\u00fablica Dominicana para que possamos nos encontrar pessoalmente ou virtualmente em uma circunst\u00e2ncia t\u00e3o dram\u00e1tica e complexa como a situa\u00e7\u00e3o global da pandemia COVID 19. 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